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Cruzeiro no Rio Congo: República do Congo (Pointe-Noire, Brazzaville, Ngabé, Mossaka, Likendze, Mondongo, Reserva Natural de Lesio Louna), e República Democrática do Congo (Lobotko e Kinshasa)
Congos início
Dia 1: Pointe-Noire

Esta viagem foi entendida por mim como uma das mais importantes de 2026, dada a relevância que visitar os Congos assume no contexto de visitar o continente africano.
Devido à guerra do Irão a Turkish Airlines cancelou todos os voos para os congos, o que levou a Pinto Lopes Viagens a alterar os voos para a Air France. E isso trouxe um problema no dia da ida, porque o voo saiu de Lisboa às 5:30, ninguém foi à cama, a escala em Paris foi curtíssima, almoçámos às 11 horas, não nos foi servido jantar, houve mais uma escala em Brazzaville, chegámos a Pointe-Noire muito tarde, e fomos dormir com fome porque era tarde e o room servisse do hotel avisou que demoraria uma hora a servir uma simples sandes.
A ideia de começar este programa por Pointe-Noire partir do facto de ser na foz do Rio Congo, ou Rio Zaire, até onde Diogo Cão terá navegado na descoberta da costa ocidental africana. Todavia Pointe-Noire não tem grandes atracções. Fico um mínimo de conforto. Fiquei com a ideia que, naquela região, as ruas e avenidas principais das cidades têm bom asfalto, mas as perpendiculares já são de terra, ou areia, muito ondulada, onde não é possível circular com um mínimo de conforto.
No primeiro dia fomos até Bas Kollou, uma aldeia piscatória onde apanhámos lanchas rápidas, que nos levaram até umas ilhas, onde foi criado um santuário/refúgio para chimpanzés. Foi muito interessante ver os tratadores darem-lhes comida. Não foi um ponto alto desta viagem mas, não havendo melhores alternativas na região de Pointe-Noire, foi boa ideia ir até lá.
Seguiu-se uma visita às Gargantas de Diosso, um conjunto de falésias coloridas, muitas vezes apelidadas de “o Grand Canyon do Congo”. São uma formação geológica semelhante a Bryce Canyon (no Utah) e ao Miradouro da Lua, próximo de Luanda.

Pointe-Noire

Pointe-Noire

Gargantas de Diosso

Pointe-Noire
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Dia 2: Pointe-Noire - Brazaville
A manhã foi dedicada a visitar o mercado de artesanato de Pointe-Noire. Um bom mercado, onde se encontraram várias peças de qualidade a bom preço.
De seguida tivemos o voo interno para Brazzaville, um voo que desconhecíamos qual seria e cujos bilhetes foram emitidos à mão, à nossa frente, só com os nossos nomes próprios. Foi feito na Canadian Airways Congo, num velhinho McDonnell Douglas MD-82, um modelo de avião em que nunca tinha voado.
Nos arredores de Brazzville fomos visitar os rápidos do Rio Congo. Os desníveis geológicos produzem correntes rápidas e fortes, que tornam evidente que Diogo Cão jamais poderia ter subido a foz do Rio Zaire, porque seria impossível uma caravela quatrocentistas vencer a força daquelas águas.
O local é aprazível e os guias locais lembraram-se de irmos de canoa até perto dos rápidos, saltando por entre rochedos enormes para nos aproximarmos do curso do rio. Na verdade aquilo não estava no programa e foi uma actividade perigosa. Se alguém caísse e se magoasse seria difícil de socorrer.
De regresso a Brazzaville avistámos os Passeurs, mas sem termos interacção e sem termos achado grande piada a isso. No último dia os guias locais presentearam-nos com um convívio com os Sapeurs que ultrapassou o que poderíamos esperar.
Os Sapeurs são um grupo culturalmente célebre pela sua elegância e estilo de vida, no qual moda, identidade e tradição africana se misturam de forma singular. Inicialmente eram congoleses que usavam roupas usadas pelos seus patrões coloniais e que as exibiam. Isso acabou criando um tradição que ainda hoje perdura.
O dia terminou com um jantar em restaurante local, com uma vista magnífica sobre Kinshasa, capital da República Democrática do Congo.

Pointe-Noire

rápidos do Rio Congo

Kinshasa

Pointe-Noire
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Dia 3: embarque no Princesse Ngalessa, início do cruzeiro
Este foi o dia do embarque no Princesse Ngalessa, dedicado a conhecermos o navio, as rotinas diárias e os horários.
O local mais apetecível era o convés superior, no piso 4, onde existe um bar e locais de lazer. É óptimo para ver a paisagem, ver Brazzaville e Kinshasa ficarem para trás, apreciar a vida nas margens e ver o tráfego fluvial intenso, onde tudo é usado como barcaça para o transporte de tudo o que se possa imaginar.
As margens são de selva densa, impenetrável, as pequenas comunidades que ali existem vivem do rio e da pesca, é impossível circular pelas selvas das margens e o rio é a grande autoestrada por onde tudo circula. Carvão, troncos longos de madeiras nobres, famílias inteiras com os seus poucos pertences, tudo por ali circula em viagens que correm o rio de alto a baixo e que podem durar três semanas.
Ao fim da tarde embarcámos nas duas lanchas rápidas para o navio de fora e aproximarmo-nos de uma jangada enorme, dessas que transportam tudo pelo rio.

margens do Rio Congo

margens do Rio Congo

o Princesse Ngalessa

margens do Rio Congo
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Dia 4: cruzeiro - Reino Téké
De manhã, chegada a Ngabé, uma das antigas capitais do Reino Téké, povo que outrora dominou vastos territórios da bacia do Congo e manteve intensas relações comerciais com os portugueses desde o século XV. Oportunidade rara para visitar a rainha, e de testemunhar um ritual kebe-kebe, uma dança de iniciação com trajes coloridos, máscaras e tambores, que simboliza a ligação entre gerações e a sucessão da comunidade.
Continuação da navegação até à confluência com o rio Lefini. O percurso fluvial, ladeado por ilhas e zonas húmidas, é propício à observação de aves aquáticas e hipopótamos nas margens, dependendo da época do ano. Durante a navegação, desfrutámos do ambiente tranquilo do convívio a bordo e do espectáculo da natureza africana.

manhã atracados em Ngabé

manhã atracados em Ngabé

margens do Rio Congo

manhã atracados em Ngabé
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Dia 5: Loboko (Rep. Democrática do Congo)
Dia tranquilo com os guias a prepararem-nos uma surpresa para a parte da tarde.
Visitámos uma comunidade no lado da República Democrática do Congo.
Seguiu-se um drink de fim de tarde numa ilha do rio, mas a ameaça de tempestade encurtou este luxo.

tráfego fluvial

tráfego fluvial

gente do rio

tráfego fluvial
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Dia 6: Mossaka e aldeia de Likendze
Numa manhã chuvosa, chegámos a Mossaka, uma cidade estratégica para a indústria pesqueira do Congo. Aqui, o mercado local é um verdadeiro espectáculo de cores e vida, com peixes secos, salgados e frescos à venda, reflectindo a importância do rio para a economia local. A seca e conservação de peixe, é uma prática ancestral transmitida de geração em geração, que tornou Mossaka famosa em toda a região. Visitámos a cidade, que é pequena, num passeio a pé prejudicado pela chuva.
Navegámos em seguida até à aldeia de Likendze, no rio Sangha, aprenderemos sobre as técnicas de pesca tradicionais, que continuam a ser usadas até hoje. Vimos fazer óleo de palma, recolher vinho de palma, e assistir a um jogo de futebol entre a guarnição do navio e a equipa da aldeia.

chegando a Mossaka

chegando a Mossaka

visita a Likendze
tartando a mandioca

chegando a Mossaka
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Dia 7: Rio Alima e aldeia de Bonda
Neste dia deixámos o Rio Congo e entrámos no Rio Alima, um dos principais afluentes do Congo. É mais estreito e serpenteante, e as margens são selva serradíssima.
Chegámos à vila de Bounda, onde fomos muito bem recebidos pela criançada. Seguiu-se um magnífico passeio de canoa por um dos braços do rio que corre sob a floresta, e uma demonstração de danças locais e práticas culturais desta comunidade, cuja identidade está profundamente ligada ao rio e à floresta.

Rio Alima

Rio Alima

danças do povo Moye

Rio Alima
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Dia 8: aldeia de Mondongo
Continuação da viagem, passando pelas muitas curvas do rio. Ao longo das margens poderemos ver aldeias de rafias, construídas com folhas de rafia em conjunto com barro e estacas, até chegarmos à aldeia de Mondongo, lar do povo Moye. Aqui aprenderemos mais sobre a medicina tradicional, onde usam plantas medicinais da região para tratamento de doenças e como estas práticas continuam a ser vitais para a população local.

Rio Alima

Rio Alima

Rio Alima

Rio Alima
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Dia 9: Gorilas na Reserva de Lesio Louna
Desembarque em Oyo e partida em direcção à Reserva Natural de Lesio Louna, uma das maiores áreas protegidas do Congo, dedicada à protecção dos gorilas-de-planície. Criada pela Fundação Aspinall, a reserva desempenha um papel fundamental na reintrodução dos gorilas na natureza, após um longo período de reabilitação em cativeiro.
Partida em lancha pelo rio Louna, que serpenteia a floresta, para chegar às ilhas onde os gorilas vivem durante o período de adaptação à sua nova vida. Após um momento memorável perto destes primatas, regresso à estrada principal e continuação até Brazzaville.

Rio Alima em Oyo

Rio Alima em Oyo

Reserva Lesio Louna

Rio Alima em Oyo
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Dia 10: Brazzaville
Visita panorâmica à cidade, para conhecer alguns dos locais mais representativos da cidade, testemunhos da sua história, cultura e diversidade arquitectónica, incluindo o Memorial Brazza e a Igreja de Santa Ana, o Museu da Bacia do Congo, que reúne colecções dedicadas aos povos da bacia hidrográfica do rio; a Escola de Pintura, um espaço da arte contemporânea congolesa, onde é possível apreciar obras de artistas locais; a Catedral Sacré Coeur, a principal igreja católica da cidade, datada de 1892.
A visita terminou junto ao Museu Nacional, com um encontro com os Sapeurs, que mantêm a tradição de usar roupas exuberantes e que tínhamos vitos mal no dia em que chegámos a Brazzaville.

Brazzaville

Basílica de Santa Ana

despedida dos Sapeurs

Brazzaville
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Congos fotos
Fotos 2026 - Cruzeiro no Rio Congo
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![]() Bas Koulloureserva de chimpanzés | ![]() Bas Koulloureserva de chimpanzés | ![]() Gargantas de Diosso | ![]() Gargantas de Diosso |
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Congos vídeos
vídeos - cruzeiro no Rio Congo
Dia 1: Pointe-Noire
Dia 2: Pointe-Noire - Brazzaville
Dia 3: Início do Cruzeiro
Dia 4: Reino Téké
Dia 5: ida à República Democrática do Congo
Dia 6: visitas a Mossaka e Likendze
Dia 7 parte 1: Rio Alima e passeio de canoa em Bounda
Dia 7 parte 2: danças Moye em Bounda
Dia 8 - visita a Mondongo
Dia 9 - Gorilas na Reserva Lesio Louna
Dia 10 - Brazzaville
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